Cyndi Lauper nunca foi neutra: ativismo, Martin Luther King Jr. e resistência política
Cyndi Lauper tem sido uma defensora constante dos direitos civis, frequentemente utilizando suas redes sociais para homenagear figuras históricas como Martin Luther King Jr. e para divulgar mensagens de amor, paz e igualdade. Todo ano, especialmente no Dia de Martin Luther King, Lauper compartilha frases emblemáticas do líder, como forma de relembrar e promover sua luta pelos direitos humanos. Essa conexão com a filosofia de King é especialmente evidente em seu ativismo, que inclui a defesa dos direitos LGBTQ+ e o apoio a jovens sem-teto.
Recentemente, Cyndi publicou uma foto de Martin Luther King Jr. ao lado de uma de suas citações mais conhecidas: "A escuridão não pode expulsar a escuridão; só a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio; só o amor pode fazer isso." Não é a primeira vez que Lauper compartilha essa frase. Em 2018, ela já havia publicado a citação, acompanhada de um texto onde dizia: "Feliz Dia de Martin Luther King Jr. a todos! Quero compartilhar com vocês minha citação favorita do Dr. King. Vamos exigir igualdade para todos de nossos representantes eleitos. Vamos trabalhar juntos para garantir que todos tenhamos o direito a uma vida plena. Vamos nos lembrar de sermos gentis uns com os outros. Não vamos desistir até que o sonho dele se realize."
O ativismo de Cyndi vai além das redes sociais. Ela tem se mostrado uma crítica feroz do governo de Donald Trump, especialmente em momentos como o Rock in Rio 2024. Na ocasião, antes de cantar "Girls Just Wanna Have Fun", ela fez um poderoso protesto, dedicando a música aos direitos das mulheres e incentivando a plateia a cantar ainda mais alto para que "idiotas como Donald Trump" pudessem ouvir.
Além disso, em algumas entrevistas, Cyndi expressou sua decepção com Trump durante o período em que trabalhou com ele no programa "The Celebrity Apprentice". Em uma participação na CNN, Lauper revelou como a convivência com Trump a fez questionar suas atitudes em relação à comunidade LGBTQ+, especialmente depois de ele fazer declarações controversas sobre o grupo. "Trabalhando no programa, havia uma grande comunidade LGBTQ+ ajudando a fazê-lo ter sucesso, e quando ele veio a público com declarações anti-LGBTQ+, eu fiquei surpresa", contou.
O livro "Aprendiz no País das Maravilhas" (2024) também revela bastidores do comportamento de Trump no programa, incluindo seu temperamento explosivo e a forma como tratava a equipe. A obra descreve como ele se irritava quando não encontrava as câmeras prontas para gravar, chegando até a deixar o set e voltar horas depois, causando transtornos.
Com o foco de Trump atualmente voltado para a imigração e políticas rigorosas contra imigrantes, fica evidente que Cyndi Lauper, assim como muitos outros artistas, continua sendo uma voz ativa contra medidas que considera prejudiciais aos direitos humanos.
Se existe algum fã de Cyndi que apoie as ações do governo atual, talvez seja hora de refletir sobre o verdadeiro legado de luta e igualdade que ela representa. A voz de Lauper é, sem dúvida, um reflexo do compromisso com a justiça e os direitos de todos.


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