Festa do Mardi Gras é cancelada após prejuízos financeiros
O evento anual, realizado tradicionalmente após o desfile do Mardi Gras de Sydney, não acontecerá este ano. O recém-nomeado CEO da organização, Jesse Matheson, afirmou que a decisão foi tomada “após dois anos de prejuízos financeiros significativos”.
“Um dos principais fatores que contribuíram para esse prejuízo foi a FESTA do Mardi Gras, que vem operando no vermelho todos os anos desde 2020, após o fechamento do Royal Hall of Industries (RHI)”, explicou Matheson em comunicado divulgado na terça-feira, 3 de fevereiro.
“Como parte do processo de estabilização da organização, decidimos cancelar todos os eventos, com exceção do Desfile, do Dia da Feira, do Laneway e da área de observação do Glitter Club, além de criar o Black Cherry e um novo evento de celebração voltado à comunidade das Primeiras Nações, o *After Party with Blak Joy*. Isso resultou no cancelamento de todos os outros eventos, incluindo a FESTA do Mardi Gras.”
Ao longo de sua história, a festa do Mardi Gras recebeu alguns dos maiores nomes da música local e internacional, entre eles Cyndi Lauper, Cher, George Michael, Sam Smith e Kylie Minogue. Esses artistas ajudaram a consolidar o evento como um dos mais emblemáticos da celebração LGBTIQA+.
“Essa decisão não foi tomada de forma leviana. Diante de uma ameaça existencial ao futuro do Mardi Gras e da incerteza em relação a novos patrocínios, foi absolutamente a decisão correta”, acrescentou Matheson.
Para quem não está familiarizado com a dimensão do evento, a FESTA do Mardi Gras envolvia um investimento de cerca de 2 milhões de dólares — na prática, um festival dentro do próprio festival. Em algumas edições, seu custo de produção chegou a superar o do Desfile e do Dia da Feira, além de ser o evento com ingressos mais caros oferecidos à comunidade.
“Após analisarmos o desempenho financeiro da festa do Mardi Gras, as limitações de capacidade decorrentes da perda do RHI, o feedback da comunidade e as mudanças demográficas do público, ficou claro que o evento, em seu formato tradicional, já não era mais adequado ao seu propósito nem alinhado com nossa visão futura de ser uma celebração para toda a comunidade LGBTIQA+”, afirmou.
“Como CEO, não podia continuar vendendo ingressos caros para um evento que, na minha avaliação, não entregava valor à comunidade, não honrava o legado da FESTA do Mardi Gras e tampouco protegia o futuro financeiro da organização.”
Matheson acrescentou ainda que, apesar de todos os esforços para manter o espetáculo em funcionamento, o evento acabou perdendo seu artista principal durante o recesso de Natal, o que tornou a situação ainda mais delicada.



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