Por trás do Post: Cyndi Lauper celebra o Dia Internacional da Mulher, com um alerta!

O Dia Internacional da Mulher é celebrado, anualmente, no dia 8 de março. A ideia de uma comemoração anual surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou o Dia das Mulheres, em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York — uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino.

Durante as conferências de mulheres da Internacional Socialista, em Copenhague, 1910, foi sugerido, por Clara Zetkin, que o Dia das Mulheres passasse a ser celebrado todos os anos, sem que, no entanto, fosse definida uma data específica. A partir de 1913, as mulheres russas passaram a celebrar a data com manifestações realizadas no último domingo de fevereiro.

Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro, no calendário juliano), ainda na Rússia Imperial, organizou-se uma grande passeata de mulheres, em protesto contra a carestia, o desemprego e a deterioração geral das condições de vida no país. Operárias metalúrgicas acabaram se juntando à manifestação, que se estendeu por dias e acabou por precipitar a Revolução de 1917. Nos anos seguintes, o Dia das Mulheres passou a ser comemorado naquela mesma data, pelo movimento socialista, na Rússia e em países do bloco soviético.

Em 1975, o dia 8 de março foi instituído como Dia Internacional das Mulheres, pelas Nações Unidas. Atualmente, a data é comemorada em mais de 100 países — como um dia de protesto por direitos ou de edulcorada celebração do feminino, comparável ao Dia das Mães. Em outros países, a data é amplamente ignorada.

Cyndi repostou em seus stories do Instagram uma foto do ano passado e em seu feed um carrossel com informações que iremos trazer traduzidas para vocês, à seguir:

Esta política dos EUA está atacando o aborto e os direitos LGBTQIA+ em todo o mundo 

Na manifestação antiaborto da semana passada em Washington, JD Vance anunciou uma expansão perigosa de sua política de "lei da mordaça global".

A lei da mordaça global bloqueia o financiamento dos EUA para organizações que fornecem ou encaminham pacientes para serviços de aborto, forçando-as a escolher entre receber financiamento ou apoiar a saúde e os direitos.

Agora, a lei da mordaça será expandida de três maneiras preocupantes.

1. Os direitos LGBTQIA+ e a DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) serão alvos.


Anteriormente, a regra da mordaça restringia apenas o financiamento de organizações que apoiam o aborto.

Agora, ela também visa programas que apoiam cuidados de afirmação de gênero e diversidade, equidade e inclusão (DEI).

Isso coloca a saúde, os direitos e as vidas das pessoas em risco.

2. Aborto em contextos humanitários

Crises serão restringidas

A regra da mordaça foi ampliada consideravelmente para abranger toda a ajuda externa dos EUA (exceto gastos militares).

Isso inclui financiamento para assistência médica em crises humanitárias, o que significa que as pessoas podem ter dificuldades para acessar o atendimento necessário em zonas de guerra e desastres naturais.

Estima-se que entre US$ 30 e US$ 47 bilhões

em ajuda externa dos EUA serão "suspensos".

3. Outros governos podem ser impedidos de apoiar o aborto e os direitos LGBTQIA+


Agora, a regra da mordaça se aplicará a governos estrangeiros que recebem financiamento dos EUA, bem como a parceiros da ONU e todas as ONGs.

Não está claro como isso será aplicado, mas pode significar que os governos terão que escolher entre receber financiamento dos EUA e defender a saúde e os direitos.


ARTIGO DA ÁFRICA DO SUL

Supostamente, isenções estarão disponíveis, mas não se sabe como serão concedidas.

A MSI continuará a defender firmemente o direito de todos de fazer escolhas sobre seus corpos, relacionamentos e futuros.

Juntamente com nossos parceiros e a comunidade pró-escolha, lutaremos arduamente para manter nossa posição. 

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