#TBTdaCyndiLauper: Tietando Yoko Ono

Onobox é uma coleção de 6 discos lançada em 1992, reunindo a obra de Yoko Ono de 1968 a 1985. Os discos são agrupados por era e tema. O primeiro disco concentra-se nos álbuns Fly e Yoko Ono/Plastic Ono Band, enquanto o segundo disco apresenta quase a totalidade de Approximately Infinite Universe em uma ordem diferente, com a maioria das faixas remixadas exclusivamente para este box. O terceiro disco traz o projeto Feeling the Space na íntegra, originalmente concebido e gravado como um álbum duplo antes de ser editado, enquanto o sexto disco é o álbum inédito de 1974, A Story, que foi posteriormente relançado separadamente com uma lista de faixas expandida, juntamente com o restante do catálogo de Ono.

Os discos quatro e cinco centram-se na sua relação com o seu falecido marido e músico John Lennon, com "Kiss, Kiss, Kiss" a destacar canções dos seus álbuns de duetos Double Fantasy e Milk and Honey, enquanto "No, No, No" se concentra nos álbuns que Yoko lançou após o assassinato de John Lennon.


O Onobox foi complementado por um lançamento de um disco com os "maiores sucessos", intitulado Walking on Thin Ice. Embora o comunicado de imprensa da Rykodisc para o Onobox declarasse que a coleção "não era tão ruim quanto você poderia pensar", também instava o público a "destruir seus preconceitos". O que, em sua maioria, eles fizeram, considerando que o box deu a "Yoko Ono, o avant-garde heroine, o reconhecimento que ela merecia". Todas as músicas foram escritas por Yoko Ono, exceto "No Bed for Beatle John", que foi coescrita por John Lennon.

Yoko Ono autografou uma cópia de "Onobox" para Cyndi Lauper quando elas compareceram à festa de lançamento da retrospectiva da carreira de Yoko Ono, "Onobox" pela Rykodisc, em 5 de março de 1992, na cidade de Nova York.

Cyndi já se declarou fã de Yoko muitas vezes, inclusive usando-a de inspiração, como é o caso do álbum "Hat full of stars" que teve como uma das inspirações, o livro de Yoko, Grapefruit.

Cyndi, em sua biografia, fala um pouco de como essa amizade começou:

"É engraçado porque mais tarde me tornei amiga de Yoko. Na primeira noite em que toquei no Madison Square Garden como atração principal, em 1986, Yoko Ono entrou nos bastidores com Sean Lennon, de 11 anos. Já imaginou? Fiquei muito surpresa. Depois disso, fui encontrá-la em seu apartamento e conversei com ela à mesa, onde havia uma grande fotografia de John e um belo retrato de seu filho, Sean. Depois de um tempo, como faço com qualquer bom retrato, eu estava falando com a foto também, e pensava: “Ok, qual é o problema com você?”, me levantei para ir à outra sala meio que para desanuviar a mente e havia uma múmia – era uma múmia de verdade, não como a do catálogo da SkyMall. Quando perguntei sobre a múmia, Yoko explicou que ela estava num depósito comprando antiguidades e ouviu alguém chamando-a do porão. Ela desceu e, nesse lugar empoeirado, havia um sarcófago com... quem quer que seja... mumificado. Yoko me disse que se sentia muito triste por essa pessoa, essa múmia, estar naquele porão velho e empoeirado, então ela a comprou e colocou nesse belo quarto. Eu me lembro de pensar: “Uau, isso faz sentido e é gentil da parte dela”. Mais tarde eu estava em uma festa de confraternização na casa de Yoko com Marion, minha amiga e treinadora durante anos, e nós duas estávamos amamentando na época, então fomos para o quarto com a múmia para amamentar longe da bagunça. Um rapaz, amigo dela, passou e disse: “Oh, que lindo, as mamães e a múmia”. Pensei: “Isso é surreal”.



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