4 anos sem Catrine Dominique, mãe da diva Cyndi Lauper
Catrine Dominique nasceu no dia 17 de setembro de 1930 em Nova Iorque, EUA. Era atriz e ficou conhecida pelo seu trabalho com sua filha, Cyndi Lauper. Ela usava o nome artístico de "Catrine Dominique" para os vídeos em que ela apareceu ao lado da filha. Após os pais de Lauper se divorciarem, sua mãe se casou novamente, e outra vez se divorciou, e passou a trabalhar como garçonete.
Após Cyndi alcançar o estrelato, ela aceitou o convite para participar do que se tornaria um dos videoclipes mais icônicos dos anos 80, "Girls just wanna have fun":
"Foi muito estranho no começo, mas depois que superei o choque inicial, me diverti muito com ela. Foi muito divertido. Nós duas nos divertimos mesmo", disse Catrine ao Good Morning America durante uma entrevista em 1984. "Foi uma experiência que acho que vou lembrar para sempre."
Além de "Girls Just Wanna Have Fun", Catrine fez aparições nos videoclipes de "Time After Time" (1984) e "The Goonies 'R' Good Enough" (1985). O último em que apareceu foi em "Hole in my heart". Em 1993 um repórter questionou Cyndi o porquê nunca mais vira sua mãe em seus vídeos e ela confessa que Catrine só participava para ficar mais tempo com ela, pois na realidade sempre foi muito tímida, então Cyndi nunca mais a colocou em seus vídeos.
Em entrevista à revista AARP em 2016, Lauper revelou que Catrine sofria de demência. "Minha mãe tem um pouco de demência", disse ela na época. "Ela vive no presente."
Lauper disse ao canal que conseguiu encontrar positividade na situação. "O bom é que posso conversar com ela e contar coisas que eu realmente não deveria contar a ninguém, e ela me dá essas maravilhosas palavras de sabedoria que uma mãe costuma dar", explicou. "Mas aí, 10 minutos depois, ela esquece."
Catrine faleceu no dia 2 de junho de 2022.
"Minha linda mãe faleceu", escreveu Cyndi em seu instagram em homenagem à mãe... "Ela arrasou e lutou conosco e apareceu em muitos dos meus vídeos. Foi uma honra trabalhar com ela."
"Sinto-me muito sortuda por ter podido tocar com minha mãe durante toda a minha vida, tanto quando menina quanto como mulher", continuou Lauper.
Sua mãe não era apenas uma cúmplice no crime, mas também serviu como uma janela para as desigualdades que as mulheres historicamente enfrentaram tanto no âmbito pessoal quanto profissional — inspirando Lauper a se tornar uma ativista como resultado.
"Ela era uma mulher muito independente. Fazia muita coisa sozinha, e então conheceu Ralph, seu terceiro marido, que era um cara muito legal, muito diferente do segundo, o que foi um pesadelo", lembrou Lauper. "Mas eu pude aprender em primeira mão, até mesmo observando minha avó, como era ser mulher nos anos 60 e 70."
Lauper fundou a Girls Just Want to Have Fundamental Rights Fund, que trabalha para apoiar financeiramente organizações focadas em aborto seguro e legal, saúde reprodutiva e cuidados pré-natais para mulheres, de acordo com um comunicado à imprensa .
Lauper criou camisetas com os dizeres "Meninas só querem ter direitos fundamentais", inspiradas nas recentes marchas pela liberdade reprodutiva , para arrecadar dinheiro para doações que serão dadas a organizações que apoiam os direitos das mulheres.








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