Hoje no Mundo Cyndi Lauper: "Code of Silence" & "Hey Now" fazem aniversário!
Em 1986, Cyndi Lauper participou do álbum The Bridge, de Billy Joel, emprestando sua voz e talento de compositora para a faixa "Code of Silence". Além de dividir os vocais com Joel, nossa diva recebeu crédito oficial pela coautoria da letra, tornando a canção uma das raras colaborações criativas entre dois dos maiores nomes da música pop dos anos 1980.
Lançado em 25 de julho de 1986, The Bridge foi o décimo álbum de estúdio de Billy Joel e marcou o fim de uma importante fase de sua carreira. O disco foi o último produzido por Phil Ramone e também o último a contar com a participação de músicos que o acompanhavam há anos, como o baixista Doug Stegmeyer e o guitarrista Russell Javors. O álbum gerou diversos sucessos, entre eles "A Matter of Trust", "Modern Woman" e "This Is the Time", consolidando mais uma vez a popularidade de Joel naquele período.
Gravada nos estágios finais das sessões do álbum, "Code of Silence" nasceu de uma colaboração incomum para Billy Joel, conhecido por compor suas músicas sozinho. Segundo o cantor, a participação de Cyndi foi fundamental para o desenvolvimento da faixa:
“Ela estimulou muito a composição. De certa forma, identificou o que a música precisava se tornar. Foi uma experiência que me ensinou algo novo, porque eu nunca havia conseguido compor realmente com outra pessoa.”
Além dos vocais de Cyndi Lauper, a gravação também conta com a participação do músico Don Brooks na gaita.
Embora nunca tenha sido lançada como single, "Code of Silence" tornou-se uma das faixas mais interessantes de The Bridge, especialmente por reunir dois artistas que dominavam as paradas na década de 1980.
A parceria ainda teve uma espécie de continuação: no mesmo ano, Billy Joel retribuiu a colaboração participando dos vocais de apoio de "Maybe He'll Know", faixa do álbum True Colors, de Cyndi Lauper.
Décadas depois, "Code of Silence" continua sendo lembrada pelos fãs como uma joia escondida nas discografias de ambos os artistas — um encontro raro entre duas das vozes mais marcantes da música pop contemporânea.
"Hey Now": a releitura de um clássico que a TV norte-americana preferiu ignorar
Segundo as redes sociais oficiais da nossa diva, "Hey Now (Girls Just Want To Have Fun)" está completando mais um aniversário de lançamento.
Lançada em 1994 como principal faixa inédita da coletânea Twelve Deadly Cyns... and Then Some, a música apresentou uma nova versão do maior sucesso da carreira de Cyndi. Mais do que uma simples regravação, "Hey Now" trouxe uma sonoridade renovada, alinhada à cena dance dos anos 1990, sem perder o espírito de liberdade e diversão que transformou "Girls Just Want To Have Fun" em um dos hinos mais importantes da música pop.
Para acompanhar o lançamento, Cyndi gravou um videoclipe que celebrava suas raízes nova-iorquinas.
O vídeo foi filmado no Flushing Meadows–Corona Park, no Queens, bairro onde a cantora cresceu. Como pano de fundo, aparece a gigantesca Unisphere, um dos monumentos mais conhecidos de Nova York, construída para a Feira Mundial de 1964–65.
Em sua autobiografia, Cyndi relembrou como surgiu a ideia:
"E fiz o clipe de 'Hey Now' com todas aquelas fabulosas drag queens, perto da Unisphere da Feira Mundial de 1964-65, que tem a altura de um prédio de doze andares e fica no Queens — é claro."
A escolha do local não foi por acaso. Além da forte ligação emocional com o bairro, a cantora acreditava que a combinação da Unisphere com o elenco de drag queens criaria uma imagem poderosa e inesquecível.
Hoje, a presença de artistas drag em videoclipes é algo comum. Em 1994, porém, a realidade era bastante diferente.
Cyndi sempre esteve ligada à comunidade LGBTQIA+ e decidiu que o vídeo de "Hey Now" refletiria essa conexão. O resultado foi uma celebração vibrante da diversidade, da individualidade e da liberdade de expressão.
No entanto, nem todos enxergaram o projeto da mesma forma.
Em sua autobiografia, a cantora revelou uma situação que ainda a surpreende décadas depois:
"Vendi um milhão de cópias desse álbum na Inglaterra, mas sabia que não passaram esse clipe nos Estados Unidos? A gravadora decidiu esquecê-lo aqui. Aparentemente, havia muitas drag queens nele."
A declaração mostra como a indústria musical americana ainda enfrentava resistência quando o assunto era representatividade LGBTQIA+.
Curiosamente, Cyndi também comentou que, pouco tempo depois, a cantora Gloria Estefan utilizaria drag queens no videoclipe de "Everlasting Love", uma estética que passava a ganhar mais espaço na cultura pop.
Embora não tenha alcançado o mesmo impacto comercial da versão original de 1983, "Hey Now" cumpriu um papel importante na carreira de Cyndi Lauper.
A canção ajudou a apresentar "Girls Just Want To Have Fun" para uma nova geração de ouvintes e mostrou que a artista continuava disposta a reinventar seu próprio catálogo sem perder sua identidade.
Trinta e dois anos depois, o videoclipe permanece como um retrato perfeito da personalidade de Cyndi: colorida, irreverente, inclusiva e completamente fiel a si mesma.
Três décadas depois, "Hey Now" continua sendo muito mais do que uma nova versão de um clássico. É um registro de coragem, representatividade e da visão artística de uma cantora que nunca teve medo de ser diferente.
Ainda neste dia, em 25 de julho de 1995, Cyndi Lauper participou de um evento beneficente promovido pelo Hard Rock Cafe, identificado nos arquivos da Getty Images como "Hard Rock Cafe Bike Night Benefit". Embora poucos detalhes sobre a iniciativa tenham sobrevivido ao tempo, fotografias do evento mostram a cantora posando sobre uma motocicleta personalizada com seu característico cabelo amarelo fluorescente, visual que marcou a fase final da era Twelve Deadly Cyns. Até o momento, não foram localizadas informações adicionais sobre a instituição beneficiada ou a programação completa do evento, tornando esta uma das aparições públicas menos documentadas da carreira de Lauper.







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