31 anos de 'Come On Home' o último single de 'Twelve Deadly Cyns... and Then Some' da Cyndi Lauper

Em 14 de agosto de 1995, Cyndi Lauper lançava "Come On Home", o terceiro e último single da coletânea Twelve Deadly Cyns... and Then Some (1994). Embora não tenha alcançado o mesmo sucesso comercial como suas músicas clássicas, a canção mostrou um lado diferente da nossa diva ao incorporar influências do reggae e da música pop contemporânea dos anos 1990.

Depois do sucesso da coletânea, que reuniu seus maiores hits e apresentou as inéditas I'm Gonna Be Strong (inédita na realidade como artista solo, pois primeiramente foi gravda pela Blue Angel) e Come On Home, Cyndi escolheu esta última para encerrar oficialmente a divulgação do álbum. Isso porque em entrevista para um canal da TV Italiana, a explicação é de que na verdade essa música não encerra o disco e sim, abre para a próxima era, ou seja, "Sisters of Avalon". Não é à toa, que a primeira faixa abre o disco (I'm gonna be strong), pois ela foi a primeira música que Cyndi lançou profissionalmente falando.

O single alcançou a 39ª posição na UK Singles Chart, no Reino Unido, e teve excelente desempenho nas pistas de dança dos Estados Unidos, chegando ao 11º lugar da Billboard Hot Dance Club Play, impulsionado por uma série de remixes assinados por Junior Vasquez.

Além disso, "Come On Home" ganhou duas versões oficiais.

A versão internacional

Produzida por Cyndi Lauper, Jimmy Bralower e William Wittman, esta é a versão presente na coletânea Twelve Deadly Cyns... and Then Some.

Com aproximadamente 4 minutos e 36 segundos, a gravação apresenta uma atmosfera leve, influenciada pelo reggae pop. Logo no início, é possível ouvir uma amostra vocal masculina dizendo "Here", retirada da música "Here I Stand", gravada por Bitty McLean em 1994.

Essa pequena referência ajuda a construir a identidade jamaicana da faixa, sem perder a sonoridade pop característica de Cyndi.

A versão americana

Para o mercado norte-americano, a cantora decidiu gravar uma nova versão em parceria com o renomado DJ e produtor Junior Vasquez.

Com duração de 4 minutos e 32 segundos, essa interpretação apresenta um clima mais dançante. A música começa com um riff de baixo e guitarra inspirado no reggae antes da entrada da batida eletrônica e termina de maneira bastante diferente da versão internacional: Cyndi improvisa os versos finais em um emocionante trecho a cappella.

Embora seja lembrada principalmente pelo pop, Cyndi sempre demonstrou interesse por diferentes estilos musicais.

Em "Come On Home", essa influência aparece de maneira bastante evidente.

Na época do lançamento, diversos críticos destacaram essa característica.

A revista Cash Box definiu a faixa como "uma nova canção alegre, infundida por uma suave batida reggae".

Já a publicação europeia Music & Media escreveu:

"O verão na cidade pede músicas de praia. Lauper oferece esses raios de sol ao retornar ao charme básico dos primeiros discos de reggae de artistas como Jimmy Cliff e Desmond Dekker."

A Music Week também elogiou a faixa, destacando que os vocais de Cyndi se encaixavam perfeitamente sobre uma base inspirada no reggae praticado por bandas como UB40, tornando a música especialmente amigável para as rádios.

Mais do que uma canção sobre reencontros, "Come On Home" transmite uma mensagem de conforto.


Na letra, Cyndi lembra que nem sempre o caminho escolhido será o mais fácil e que, muitas vezes, aquilo que parecia melhor acaba não sendo.

Ainda assim, existe sempre um lugar para voltar.

Trechos como:

"Quando a estrada que você estiver caminhando ficar longa demais... você pode voltar para casa."

e

"Se a grama que parecia mais verde não estiver lá... você pode voltar para casa."

transformam a música em uma mensagem de esperança para aqueles que enfrentam momentos difíceis.

Embora não figure entre os maiores sucessos comerciais de Cyndi Lauper, "Come On Home" permanece como uma das faixas mais queridas pelos fãs.

Sua combinação de pop, reggae e dance, somada à interpretação calorosa de Cyndi e à mensagem acolhedora da letra, faz dela uma verdadeira joia escondida em sua discografia.

Quase três décadas após seu lançamento, a música continua sendo um belo encerramento para a era de Twelve Deadly Cyns... and Then Some, além de antecipar a liberdade artística que Cyndi exploraria no álbum Sisters of Avalon, lançado no ano seguinte.

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